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quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Cine Classic: Singularidade

Continuamos a rever os textos dos meus antigos blogs:


Este negócio de “cara metade” é beeeem complicado. Em grande parte, assim como eu, procuramos alguém que tenha mais em comum possível, deixando totalmente de lado a frase clichê “os opostos se atraem”.

No meu namoro, acabei aprendendo certas lições, é claro que não há uma incompatibilidade imensa minha com meu namorado, mas somos sim, bastante diferentes. Gostos, experiências, mentalidades e até alguns objetivos. Mas, sim, temos muitas coisas em comum.

Mas, neste ponto que quero chegar. Qual a importância da diferença? Qual a importância de gostos diferentes? Bem, eu acho que sermos iguais demais é chato. Pois, num relacionamento, se não tivermos muito a oferecer, aprender e mostrar coisas novas a experimentar, que graça teria.

A vida, como um todo, é um grande laboratório e aprendizado. Se a gente encontra a tal “cara metade”, e ela vem cheia de sabores novos, a coisa fica melhor ainda. Por mais diferenças que ela tenha, sempre tem um jeitinho de igualar as coisas, não precisa anular a identidade de ninguém, apenas um bom convívio.

Sempre fui um pouco nerd, não algo exagerado ou babaca, apenas gosto da cultura deste lado. Já meu namorado, sempre gostou de bandas alternativas, livros e filmes, muito filmes. Nos nossos quase 6 anos de convivência, fazemos o possível para trocar experiências, e a coisa deu muito certo.

Pois, se um dia, você achar que seu amor, não tem nada novo para acrescentar, pode ter certeza, vai chegar um dia que o tédio ou vai acabar com o namoro, ou vai criar um relacionamento morno e, de certa forma infeliz.

Então, abra os olhos para a diferença, tente experiências novas, não torça o nariz antes de realmente sentir o gostinho do que não é comum. Pois, você não vai saber, se realmente não provar.

O singular é o bicho :)

Ass.: R

sábado, 4 de outubro de 2014

Cine Classic: Os Mentirosos Agradáveis

Continuamos rever os textos dos meus antigos blogs.

Deasta vez falo sobre uma pouco de algumas figuras gays da internet, olha que isto foi bem antes do Tinder:

 Os Mentirosos agradáveis 


É, meus amigos, não podemos dizer que grande parte do povo da internet é verdadeiro, não é mesmo? Eu fui descobrindo esta verdade ao dar a cara à tapa. Ainda mais relacionado a namoro, ou futuras experiências amorosas.

Todos querem mostrar o melhor na internet, a melhor foto, a melhor primeira impressão, o melhor amadurecimento, a maior responsabilidade. O duro é levar isto tudo para o mundo real.

Com o passar dos tempos, e analisando os fatos desta cadeia hereditária (desculpem, não resisti a péssima piada), consegui catalogar alguns tipos de pessoas da internet:

O falso – é aquele que diz querer um relacionamento, que faz tudo pela pessoa. Mas, na verdade, ele não quer ficar sozinho, com certeza, se aparecer outro dando bola para ele, ele vem com o mesmo papo. E esquece você.

O feriadão – sempre quer estar contigo. Diz ser amadurecido, que já paquerou muito, mas quer ser fiel apenas a uma pessoa. Mas, ao primeiro sinal do Carnaval ou algum feriadão interessante, ele procurará algo para terminar e aproveitar a solteirice. Ele pode retornar depois, mas vai saber se ele não vai repetir.

O cordeiro – aquele que diz juras de amor, te faz parecer o melhor homem do mundo, lhe promete fidelidade eterna. Mas, pode ter certeza, ao virar suas costas, ele jogará a fidelidade pelo ralo.

O Mister M – com o mesmo papo de sempre, mas na primeira oportunidade desaparece, e você não consegue encontrá-lo e nem ligar no seu celular. E vem a velha desculpa: a bateria descarregou, esqueci no serviço, tive que ficar mais tarde para resolver as coisas.

O Machoman – aquele que diz ser machissimo. Diz que não rebola e ninguém descobre que na verdade ele é gay. Mas você o encontra e descobre que ele mia e anda como Top Model. Um pezinho na frente do outro.

O fora do meio – se diz discreto, que não frequenta o meio GLS para a família não descobrir. Depois que você sai com ele, descobre que todo mundo conhece ele e este sabe de cor os nomes das Drags do pedaço.

O não quer embalagem – diz que quer encontrar a pessoa ideal. Que não se importa como ela seja, mas chega ao encontro e vê que você não atende as expectativas, até finge ser outra pessoa e deixa você esperando plantado.

O grande amigo – aquele que diz que quer namorar. Mas, quando enfim se conhece, diz que quer você apenas como amigo, e poderem transar de vez ou outra. E sempre você tem que estar a disposição da transa, ou ele te tira da agenda do celular.

E este são apenas alguns tipos que a gente conhece por aí. Falta muitos para catalogar. Mas, também encontrei gente legal na internet, ela não é de todo mal. Mas, com a experiência que tive, eu digo: confie desconfiando.

Ass.: R


sábado, 27 de setembro de 2014

Cine Classic: Terror no Drive-In

Continuando rever os texto do meu antigo blog, hoje veremos as desventuras ao lado de meu maridão L num Drive-In.

Eu sei que esta parecendo “Aconteceu comigo” do Gugu, mas eu tenho que dividir este trauma com vocês (hehehe). Eu e meu distinto namorados estávamos namorando na Barraca da Cris em São Vicente, quando bateu aquele tesão, sim, aquele bem forte.

Tínhamos pouco tempo, então a sugestão que caiu para nós dois foi: “vamos ao Drive-In” pegar uma horinha. E fomos ao tal, e com aquela curiosidade de conhecer como era um drive-in.
Entramos de carro, o cara perguntou se queríamos TV, eu já falei: SIM... achei que com isto o tal “quarto” seria melhor. E ganhamos uma batatinha chips de brinde :D

Chegamos com o carro no tal “quarto”, que era uma grande garagem escura, com uma porta de lona, uma pia toda queimada de cigarro e três paredes de tijolos. Aquela sensação, de estar fazendo sexo num lugar que a qualquer momento alguém pode chegar.
Nosso tesão era maior, mandamos um grande foda-se, e mandamos ver. Criatividade a mil no sexo dentro de um carro. Quando enfim chegamos ao ápice, e estávamos aliviados. Bateu a sensação: vamos embora agora!!!

Nem tínhamos ficado uma hora por lá, mas não queríamos prolongar aquilo. Sim, não quero parecer fresco ou cheio de “não me toques”, mas o lugar era porco demais. Daquele que você fica com medo do chão, ou de tocar em alguma coisa do local.

O mais engraçado, é que pegamos o interfone e avisamos que estamos saindo, o cara chegou na porta da garagem, e antes de abrir a lona disse: “posso abrir”. Sabe, como se você tivesse provando a roupa no vestuário. Sem contar com o casal da garagem ao lado, berravam que daria para escutar fora do lugar.

Na hora de pagar, parecia aquela gavetinha de presídios, onde você coloca seus pertences, quando a porta do lado abriu, entrou um cara de moto, andando atrás dele uma travesti imensa e loira.

Saímos de lá, e concordamos, foi a primeira e única vez. Sem contar, que quando saímos, o cara só deu uma olhada na garagem, e já liberou para o próximo, não rolou nem limpeza :D

Pois é, primeira e última experiência em Drive-In.

No more :P

Ass.: R

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Cine Classic: O Beijo que Ofende


Continuando rever os textos dos antigos blogs. Onde o beijo gay ainda era proibido na TV.

Reflexão ;)

O beijo gay é um tabu. Hoje estão pipocando casais gays e lésbicos em novelas globais ou mutantes, mas eles são proibidos de se beijarem. Mas, já é uma evolução, já que o casal lésbico de “Torre de Babel” teve que morrer na explosão do shopping, por falta de aceitação do publico :P

Glória Pérez passou grande parte da etapa final de “América” divulgando o beijo gay do Bruno Gagliasso, não aconteceu. O casal gay de “O Paraíso Tropical” era tão discreto, que a gente até esquecia que era um casal.

Enfim, o beijo gay aconteceu, foi na minissérie “Queridos Amigos”, mas só um detalhe, um beijo forçado de um gay em seu amigo heterossexual. Que grande evolução da dramaturgia. Eca.

O beijo virou um problema numa praia de nosso litoral brasileiro, um casal gay foi espancado após darem um selinho no meio da praia.

Estes dias atrás, estávamos na Barraca da Cris, para os poucos que não conhecem, é um grande quiosque na praia vicentina, divulgadamente e catalogadamente GLS. É de conhecimento geral que dentro do quiosque e envolta dele, haverá gays, e eles se beijam.

Estava eu no carinho com o L., e taquei um beijo. Um casal heterossexual, que resolveu passear na praia bem naquele lugar em pleno sábado a quase meia-noite, nos olhou tão enojado, que quase fui verificar se estava com as calças cagadas.

É a realidade, o beijo gay da “nojinho” nas pessoas. Num mundo com tantas atrocidades, e enojante ver duas pessoas apaixonadas, e sem nenhum mal na mente, apenas fazendo carinho um no outro?

Enquanto mulheres mostram peitos ao vivo no BBB, pessoas se estapeiam em programas como "Márcia" e "Ratinho", e as novelas fielmente acompanhadas tem sempre como tema algo relacionado a traição e promiscuidade. O beijo gay ainda discriminado.

Pois é.

Ass.: R